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Quinta-feira, Julho 31, 2003
Quarta-feira, Julho 30, 2003
Terça-feira, Julho 29, 2003
Segunda-feira, Julho 28, 2003
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Tem coisa mais irritante do que gente que não se toca?
Pedro é um cidadão que trabalha comigo, é casado e tem duas filhas. O cara se acha o gostosão e vive dando em cima de todas as mulheres que passam pela frente dele. Inclusive eu. Pra vocês não acharem que é exagero meu, todo mundo lá na seção - homens e mulheres - já comentaram sobre essa atitude dele e concordam que ele não é nada de mais além de ser um chato-mor, é muito feio. Aliás, só não é mais feio porque tem os olhos verdes.
Pois bem, ele me manda até emails pelo correio interno com mensagens que são quase declarações. A última tinha escrito algo como "se a gente tivesse se conhecido numa outra hora...". Dá vontade de responder algo como "ia ser a mesma coisa, ou você não percebeu que eu prefiro ficar só à estar com você?"
E isso porque ele pensa que tenho namorado. O último que tive, não durou muito, mas como ele conheceu, ele vive fazendo o mesmo questionário:
- e cadê o cara?
- tá ótimo
- e o namoro?
- maravilha.
- quando casa?
- assim que der.
Mentira! Nunca mais vi o tal cara. Nem sei por onde ele anda e nem tenho notícias dele. Mas pra todos os efeitos, eu digo ao Pedro que estamos muito bem de namoro. Se ele faz isso tudo, achando que eu tenho namorado e sabendo que eu sei que ele é casado, imagine se eu disser que estou só?
postado por: Claudia Draper 2:12 PM
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Domingo, Julho 27, 2003
Sábado, Julho 26, 2003
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Ai, ai... Preciso de férias... Viajar, espairecer...
Mudando de assunto... Fui buscar meu primo no aeroporto e na volta, antes que ele fosse direto pra casa dele, ele foi deixar a irmã dele na casa dela. Fomos eu, minha mãe, outra irmã dele e os dois filhos dela, entre eles o Luis, pra casa desse meu primo. O som da tv na casa dele sai pelo aparelho de som e não pela tv. O meu priminho, o Luis, tava tentando botar o som e disse que tinha uma tomada desligada. Fui olhar o que era e vi que a tal tomada na verdade era o cabo do dvd. Na hora em que eu fui olhar, ele disse "não consegui ligar. Não tem mais o que fazer, só esperar titio chegar". Aí minha mãe disse: "mas a Cau também sabe mexer". E não é que o pirralha disparou um "hahaha, não me faça rir."
Qualé??????? O garoto tem 10 anos e já tem esse preconceito besta que mulher não sabe mexer com som? Mal ele acabou de dizer isso, eu liguei a porra do som e podíamos ouvir a tv sem problemas. Virei pro garoto e disparei: "o que foi que você disse?" Ficou quietinho... Né fogo? Onde o mundo vai parar desse jeito????
postado por: Claudia Draper 7:45 PM
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Sexta-feira, Julho 25, 2003
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Dia desses descobri o verdadeiro motivo de me colocarem pra um outro projeto: não querem que eu trabalhe com o analista que eu vinha trabalhando sempre. Motivo? Briga.
Sabe aquelas pessoas sempre mal-humoradas? É ele. Sempre arrumando confusão em todos os lugares que passa. Eu sou justamente o oposto. Bem-humorada e vivo rindo à toa. Sempre houve uma harmonia perfeita, pois nos raros momentos em que eu estava de mau humor, ele estava com bom. Ótimo. Mas não foi o que aconteceu há uns 3 meses.
Coincidiu dele estar num péssimo dia. Pior do que o normal. Eu estava atacada e nem era tpm. Ele resolveu gritar comigo sem razão, não deu outra: gritei de volta. Aí já viu, né? Ele gritou mais e eu mais ainda. E ele mais ainda e eu mais ainda. E a gritaria continuou até que cheasse uma pessoa pra apaziguar os ânimos.
Esse bate-boca chegou até aos ouvidos do meu chefe (sim... ele! Aquele que me quer ver pelas costas), que numa atitude covarde - SIM: covarde! - não fez nada.
Ora! Chefe que é chefe, faz alguma coisa. Chama as partes e procura saber o que houve, toma as providências e comunica às partes sua decisão. Ele não. Decide que não vou mais trabalhar com o cara, não me diz nada e nem diz nada à ele. Disse apenas para a coordenadora de projetos, que quando me disse, confessou estar sem coragem para comunicar a decisão ao analista. Pode?
Resultado: agora, mais do que nunca, estou trabalhando com o tal analista porque todos os sistemas que fizemos juntos estão sendo acionados ao mesmo tempo. Ironia do destino? Pode ser. No que isso vai dar? Só Deus sabe.
E pra quem tá se perguntando como está minha relação com o analista, eu respondo: a pessoal tá caminhando. Melhorando aos pouquinhos; Profissionalmente, nunca esteve tão bem.
postado por: Claudia Draper 7:11 AM
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Quinta-feira, Julho 24, 2003
Quarta-feira, Julho 23, 2003
Terça-feira, Julho 22, 2003
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Por que é que quando você está sem namorado, as pessoas querem tanto arranjar uma pessoa pra você? OK, ok... Não gosto de estar sozinha, mas sei arranjar alguém sem precisar de ajuda. Mas não... O pessoal acha que não sei mesmo arranjar ninguém. Aí ficam querendo marcar encontro às cegas. Não vou. Nem mesmo pela salvação da minha alma.
Outra que eu pulo fora: 10 pessoas combinam de sair e na hora de sair, 8 dizem que não podem ir. Eu cancelo na hora. Eu sou tímida, não adianta ficar falando "mas Cau, é só conversar...", não sai nada. E não é porque é um possível futuro namoro. Não sou de falar muito quando estou com estranhos. Ponha uma, apenas uma pessoa conhecida e falo que nem o Fausto Silva.
E sabe o que é mais interessante? Uma das pessoas que arranjei, apesar de ter sido um breve namoro por acontecer durante uma viagem, ninguém me ajudou. Aliás, viajei sozinha. Não tinha ninguém me empurrando: "vai lá", "sai com ele", "quer que eu chame ele e depois saia e deixe vocês a sós??". Era eu e eu.
Olhei, gostei, cheguei perto e puxei conversa daquelas bem esfarrapadas. Depois ele foi quem ficou puxando assunto. Eu só ia seguindo o roteiro da conversa dele. No dia seguinte, já estava mais à vontade e puxei conversa e já não era mais esfarrapada. No final do dia, já estávamos juntos. E continuamos juntos até o fim da viagem. Corrigindo: até mesmo depois da viagem. O doido veio bater aqui na terra antes de voltar pra casa dele.
Lá foi fácil. Estava descansada e sem a pressão de TER que arranjar alguém. Acho que no dia que as pessoas pararem de se preocupar em me arranjar alguém, eu não só arranjo, como acabo casando. Mas até lá...
postado por: Claudia Draper 2:32 PM
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Segunda-feira, Julho 21, 2003
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Acho interessante lendo os blogs por aí, é o fato de nos comentários aparecerem frases como "esse blog é uma bosta", "esse blog não presta", "não sei pra que você escreve isso". Ainda não sugiram esses comentários aqui, mas porque são poucas as pessoas que sabem dele e os que vêm aqui gostam do que escrevo. Bom, assim acredito, pois se não gostassem, não voltariam. Mas voltando ao assunto, faço uma pergunta: se não gostam dos tais blogs, por que ficam voltando e comentando os posts? Não sei se os meus 6 ou 7 leitores já tiveram esse tipo de comentário, mas é algo que eu não entendo. Se não gosto do blog, não comento e nem volto lá. Pronto! Não é mais simples?
Divagando...
PS: Consegui implantar o sistema na tal seção que não quer usá-lo. Mas já mandaram um recado pro indivíduo que vai treiná-los. "Diga a ele pra não vir aqui hoje". Só quero saber quando é que ele vai poder ir.
postado por: Claudia Draper 8:58 PM
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Domingo, Julho 20, 2003
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Só sou eu, ou vocês também se irritam com os técnicos de suporte dos seus provedores???? Sei que muita gente acessa a internet, mas não entende nada com nada. Se disserem que espirrar perto do computador, pode passar vírus, há quem saia de perto da máquina toda vez que for espirrar. Mas não é por isso que um técnico deva tratar-nos como débieis mentais (ou sei lá qual é o plural de débil mental) e achar que qualquer problema que ocorra, a culpa é sempre nossa.
Outro dia, deu problema não estava conseguindo baixar emails e fui várias vezes ao atendimento on-line. Na última, o diálogo foi mais ou menos assim:
- em que posso lhe servir?
- quando o problema no servidor do email estará sanado?
- não há problemas no servidor de emails. a senhora deve ter configurado errado. O servidor pop3 deve estar de tal jeito e o smtp assim-assado.
- não é a configuração, é o servidor
- dê uma olhada na configuração
- está configurada exatamente como você disse. é um problema no servidor de emails.
- não há problemas no servidor.
- não? hoje cedo fui informada por um outro atendente que o servidor de emails estava com uma certa instabilidade por conta da migração dos servidores para justamente melhorar o serviços de pop3 e smtp. quero saber quando voltará a ser estável.
- um momento por favor
(espero cerca de 45 segundos)
- a senhora tem razão. os nossos servidores de emails estão passando por uma certa instabilidade, mas deverá voltar ao normal até amanhã de manhã
- ok, obrigada!
Ora, cocô! Por que antes dele dizer que minha configuração estava errada, ele não procurou saber se os servidores de emails estavam realmente instáveis? E vai logo dizendo "não há problemas nos nossos servidores".
Puts, grila! Que qualidade de atendente é essa que eles colocam? É só porque uma parte dos usuários não entendem o sistema que eles vão colocar atendentes que também não entendem do sistema???
Isso é o que dá, quando o provedor só visa lucros. Logo no começo da internet (sim.... estou na rede há muito tempo), tive problemas de configuração e o cara do suporte chegou a ligar pro celular, pra que eu fosse configurando o email e testando online com ele. Era gente que entendia do assunto.
Como diria os adolescentes de hoje, fala séééééério!
postado por: Claudia Draper 8:43 PM
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Sábado, Julho 19, 2003
Sexta-feira, Julho 18, 2003
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Não quero parecer chata, mas o meu chefe perguntou -- de novo -- o que eu estava fazendo. Pelo jeito, essa é a 39.872.271.975.102.385.701.759ª vez. Sei que estou oparecendo um disco arranhado*, mas isso realmente me irrita. Gostei da sugestão de B nos comentários, mas há um porém: meu chefe é gay. Há quem diga que ele tem inveja de mim. Não que eu seja bonita e gostosa, mas é que tem poucas mulheres no meu setor e tirando eu e outra, são todas casadas. Como a outra tem namorado e eu não, então acabo atraindo a atenção dos mais afoitos. No mínimo, meu chefe acha que se nãio fosse por mim, os caras olhariam pra ele. Vai saber...
Ana Marília, obrigada pelos elogios. Normalmente não sou de escrever bem, tenho muita dificuldade em pôr as coisas no papel, mas aqui, como ninguém me vê e nem sabe quem eu sou, fica mais fácil. "Ao vivo e a cores", eu sou outra pessoa. Quanto aos posts, escrevo tudo no bloco de notas ou até mesmo no outlook e quando tá pronto, eu logo, copio o texto e colo.
* Pra quem é novinho, "disco arranhado" é uma expressão usada até a metade dos anos 80, pois o mesmo produzia um som repetitivo.
postado por: Claudia Draper 9:03 PM
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"Pimenta nos olhos dos outros é refresco", já dizia a avó de muita gente.
O problema da minha mãe, é que desde o ocorrido com minha irmã, ela toma Lexotan todas as noites. Vocês sabem o que é isso? É literalmente destruir o cérebro. Antes, ela já tomava um tal de Levoid, que é a mesma coisa, só que mais fraco. Nenhum dos dois remédios são de uso contínuo. É pra você tomar durante um tempo e parar. Já disse à minha mãe pra ela ir diminuindo aos poucos até conseguir parar de vez. O máximo que consegui, foi que ela parasse de tomar 1 comprimido de 6mg (às vezes ela tomava 2), pra 1 comprimido de 3mg.
Quem é médico, sabe que isso faz um mal danado. Minha mãe já não tem consciência dos atos dela. Ela acha tudo natural. Ela não era assim antes. Tem horas que ela parece com pessoas que sofre de Alzhaimer, pois diz a mesma coisa 5, 6 vezes. E todas elas achando que é novidade pra mim. Tem horas que ela vem me contar uma "novidade", quando a tal "novidade" fui eu quem contou. Não adianta muito conversar. Ela esquece. Só como exemplo, dia desses ela reclamou com papai, porque ele havia comprado uma rosca de queijo na padaria. Ninguém aqui em casa gosta da tal rosca. "Pra que comprou??? Eu não já disse que ninguém gosta??". Terça feira, ela que comprou pra mim. Quando eu perguntei, ela disse estranhando a pergunta "ué? Não é a sua preferida?".
Só me resta continuar juntando dinheiro pra conseguir comprar um apartamentozinho e sair daqui. Enquanto isso não acontece, tentar ignorar esses percalços que me acontecem.
postado por: Claudia Draper 7:41 AM
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Quinta-feira, Julho 17, 2003
Quarta-feira, Julho 16, 2003
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Sempre tive dificuldades em arranjar namorado. Talvez por medo, já que minha irmã fugiu de casa por causa de um. Minha mãe ficava sempre no meu pé e enchia tanto, que eu tinha medo de levar alguém pra casa. Acho que por isso, inconscientemente, eu sabotava sempre algum futuro namoro que estava prestes a acontecer. Era melhor ficar só, a apresentar o pobre coitado à minha mãe e ela fazer da minha vida um inferno (maior ainda).
Os poucos namoros que aconteceram (e nenhum deles durou mais que 4 meses), minha mãe nunca soube. Na cabeça dela, eu só tive um namorado: o tal que ela achava que eu ia voltar com ele e casar. E esse eu só disse, porque além de não ter como esconder, estava cansada das indiscrições de minha mãe. Toda vez que alguém perguntava se eu tinha namorado, ela respondia na minha frente "não. e nunca teve". E nem adiantava reclamar. Eu vivia dizendo à ela: "basta dizer que não. se nunca tive ou tive 1000, isso não interessa. a pergunta era se eu tinha namorado. a resposta é não". E ela me vinha com um "que é que tem?".
Nada, né? Num mundo onde as pessoas são condenadas se têm mais de 20 anos e ainda são virgens, imagine ter mais de 20 e nunca ter tido namorado, como ela imaginava???
postado por: Claudia Draper 10:12 AM
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Terça-feira, Julho 15, 2003
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Tem coisa mais chata que aquelas pessoas que só te procuram quando precisam de algum favor seu???
Tempos atrás, uma pessoa que nem me olhava direito na faculdade ligou pra mim: "Caaaaaaaauuuuuu!!!! Tudo bom? O que andas fazendo? Como estás? Estás trabalhando onde? E o namorado?". Ela perguntando e eu respondendo, mas pensando "o que será que ela quer?", até que ela deu o golpe: "você ainda tem aquele trabalho do 9º período da cadeira de fulaninho???". Fazia uns dois anos que ela nem dava notícias. É muita cara de pau, né?
Pior fui eu, 15 dias depois com uma outra garota, que ligou fazendo as mesmas perguntas. Só que essa já havia se formado, então não poderia estar pedindo trabalho, só se fosse pra algum conhecido dela que ainda tivesse na faculdade. Mas não tive pena: "quem morreu?".
Ela deu aquele risada sem graça e disse "ninguém. Eu queria o telefone de fulano, você tem?". Nunca mais voltou a ligar.
Fui cruel, eu sei. Mas é um saco. A pessoa nem sabe disfarçar direito. Se é pra ser falso, vamos fazer o serviço completo: ligue e diga imediatamente o que você quer. Pra que ficar perdendo o meu tempo ouvindo um monte de perguntas bobas? Elas não queriam saber como eu estava. Só queriam o trabalho e o telefone. Mais simples, não acham?
postado por: Claudia Draper 9:30 PM
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Segunda-feira, Julho 14, 2003
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Máquinas & máquinas
Lembrei de uma agora que aconteceu comigo há muito tempo.
Sempre fui louca por fotografias. Daquelas que tira foto de mosca voando. Não economizo um centavo quando o assunto é foto. Deixo de ir ao cinema, se for preciso, pra ter dinheiro pra revelar as fotos. Mas isso desde pequenininha.
Pois bem, minha irmã tinha uma máquina fotográfica que ela havia comprado com o dinheiro que a nossa avó deu a ela quando ela completou 15 anos. Ela não emprestava a ninguém.
Daí, meu pai comprou uma pro meu irmão. Ele até que me emprestava, mas se eu tivesse um filme de 12 poses, 2 poses eu teria que tirar com ele. Se fosse um de 24, 4 eram com ele. Era o preço do "aluguel". Isso enchia o saco, já que eu queria ter minha máquina fotográfica. Isso eu tinha uns 8 anos.
Comecei a pedir todo aniversário, dia das crianças e Natal: "papai, quero uma máquina fotográfica", "paaaaaaaiê, uma máquina fotográfica". Ele sempre dizia: "pegue a de seus irmãos. Sua irmã tem uma, seu irmão tem uma, pra que vou dar algo que você pode pegar emprestado deles?". Um ponto de vista bastante interessante, se não fosse o fato da minha irmã NUNCA emprestar a dela e meu irmão SEMPRE cobrar o aluguel da dele.
Mas eu continuava a pedir a máquina, até que quando eu fiz 12 anos, ele me deu uma máquina... Datilográfica(!!!).
Detalhe: minha irmã tinha uma e meu irmão também tinha uma.
É mole???
PS: Só consegui a minha máquina aos 16 anos, quando uma loja especializada fez uma super-promoção de final de ano e estava vendendo as máquinas pela metade do preço e em 10 vezes sem juros (isso, numa época que tínhamos inflação todo dia). Ainda assim estava cara, mas disse ao meu pai que ele se juntasse com mamãe e ambos não preciariam me dar presentes até o Natal do ano seguinte.
Hoje, essa máquina tem 12 anos, funciona perfeitamente bem (obrigada!) e tem uma "irmãzinha" mais poderosa (adquirida com recursos próprios) que já está com quase 2 aninhos. :)
postado por: Claudia Draper 2:59 PM
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Domingo, Julho 13, 2003
Sábado, Julho 12, 2003
Sexta-feira, Julho 11, 2003
Quinta-feira, Julho 10, 2003
Quarta-feira, Julho 09, 2003
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Dia desses foi aniversário do cara que eu sou arriada os 5 pneus. Desde pequena eu acho o cara simplesmente divino, mas era apenas uma garota de 10 anos e ele, um jovem bastante assediado de 20.
Os anos se passaram e eu perdi completamente o contato com ele. Não sabia nem se tava vivo ou morto, pois não conhecia ninguém que o conhecesse. Era apenas uma admiração à distância.
Ano passado, eu tive a chance de conhecê-lo, pois eu havia conhecido uns amigos dele de longa data. Passamos 2 dias juntos, mas só conversando, eu, ele e os amigos. Nunca ficamos sós. Trocamos telefones e só nos falamos desse jeito mesmo, já que moramos em cidades distantes (eu estava viajando na ocasião do encontro).
Eu sei que é ridículo, mas sou completamente apaixonada por ele. E sei que não tenho chances, mas sempre fica aquela pontinha de esperança. Liguei pra ele no aniversário dele, mas a ligação não durou nem 5 minutos. Quando estávamos nos falando, chegou um pedreiro pra ajeitar algo na casa dele e ele teve que desligar. Toda vez que ligo é assim e ele só me ligou duas vezes, as duas pra pegar o telefone que ele tinha perdido desses amigos dele, pra conversar, pois eles haviam brigado.
É lasca, né? A paixão era infantil, mas eu tinha seguido com a minha vida. Nem me lembrava mais dele, quando simplesmente ele reaparece. Pra que? Pra me enlouquecer, só pode ser! As minhas amigas vivem alimentando as minhas esperanças, dizendo que nada é por acaso. Se ele reapareceu na minha vida, é porque temos uma estória a fazer. Já a ala masculina dos meus amigos, é bem mais realista: se ele quisesse, já teria vindo atrás. Principalmente quando poderíamos ter ficado a sós, mas ele não me deu carona e delegou a tarefa para outro amigo.
Concordo com os meus amigos que dizem que ele não quer nada comigo. Sou realista o suficiente pra saber que não vai acontecer. Mas não deixo de concordar com as garotas: se não é pra ser, porque eu tinha que reencontrá-lo? Ele nem sabia da minha existência. Sempre o via de longe e ele nunca tinha me visto. E olhe que eu o reencontrei numa viagem. Quais são as chances disso acontecer?
É dureza!
PS: A coordenadora de projetos não gostou nada quando disse à ela do projeto que eu teria que implantar (pela 5ª vez) - o que acabou não acontecendo, pois ninguém do setor sabia onde estava o computador que seria usado para esse projeto. E nem achei o homem que mandou me chamar.
Eu não disse? Os usuários não me deixaram fazer o serviço e ainda levei esporro da coordenadora.
postado por: Claudia Draper 7:14 AM
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Terça-feira, Julho 08, 2003
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To be or not to be...
Tenho um conhecido que é gay. Nada contra. Cada um deve ser aquilo que acha que deve ser. Só que ele tem um probleminha: não é gay confesso. Eu e algumas outras poucas pessoas é que sabemos disso. Perguntei uma vez o que os pais dele disseram quando souberam e ele me disse que nunca contou aos pais, mas ele achava que os pais sabiam, mas fingiam que não sabiam. Daí ele fingia não ser gay. Até aí tudo bem, cada um sabe como lidar com a própria família. É muito fácil pra quem tá de fora falar, dar conselhos, mas a gente que tá dentro é que sabe onde o calo aperta (não sou gay, mas tenho lá as minhas diferenças com minha mãe).
Bom o problema é o seguinte: ele não quer "sair do armário". Tudo bem até entendo por causa de preconceito que possa vir a sofrer. Entendo perfeitamente. Mas agüentar ataques histéricos dele, eu não sou obrigada. O cara só fica na defensiva. Tudo é razão para brigas e ele quer sempre dar a palavra final, qualquer que seja o assunto. Até mesmo se o assunto for "casquinho da McDonalds". Ele diz que prefere o de chocolate e ainda diz que não entende por que vendem misto ou só de baunilha.
- "Há quem goste de baunilha, eu sou uma delas" - é a minha resposta.
- "Você é a única. Só vejo o povo pegar só de chocolate ou misto"
- "Precisa-se do de baunilha pra vender o misto"
- "Desculpe-me, mas é apenas o meu ponto de vista"
- "Não tem por que se desculpar. É o seu ponto de vista. Mas se você mesmo disse que tem gente que compra o misto, precisa-se de baunilha pra deixá-lo misto. Se não é apenas chocolate"
- "Mesmo assim. Não acho que deveriam vender de baunilha. É sem graça. Ponto final"
- "Mas eu gosto de baun..."
- "Fim de discussão. É sem graça e pronto!"
Confesso que o assunto da discussão não era um casquinho da McDonalds, ou qualquer outra rede de junk-food, mas era um assunto tão ridículo quanto este e ele fez exatamente isso. Escrito pode não parecer tanto, mas a respostas dele sempre é num tom de defensiva. Ora bolas! Ele tem o direito de não gostar, mas só porque ele não gosta, acha que é certo??? Há quem goste de baunilha e há quem goste do misto (voltando à hipótese dos sorvetes), mas eu dizer que gosto de baunilha - e eu REALMENTE gosto de baunilha - é ofendê-lo. Depois ele vem reclamar que as pessoas estão se afastando dele. Pudera... Nem eu sei como ainda falo com ele...
postado por: Claudia Draper 7:29 AM
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Segunda-feira, Julho 07, 2003
Sexta-feira, Julho 04, 2003
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Tá... Nem levei esporro da coordenadora. Sabe que isso significa? Que quando ela for dar o esporro (claro, pois ela vai dar), ela vai descontar por não ter podido dar esporro antes.
Hoje saí com a minha irmã. Ela queria comprar uma sandália no cartão e como ela não tem cartão, quis usar o meu. Sem problemas, pois ela sempre paga. Mas na hora de escolher qual cartão usar (tenho dois, um dependente de mamãe e o outro sou titular), ela quis o que eu era a titular, mesmo estando num péssimo dia de compra e o outro num excelente. Da última vez que ela usou esse, toda vez mamãe ficava me enchendo o saco "ela não vai pagar não?", "Se ele não der o dinheiro, você é quem vai pagar". Liguei pra minha irmã cobrando o dinheiro. Depois minha mãe veio reclamar comigo, pois não tinha nada que cobrar dela. Ah, tá bom.... E eu é que ia arcar??? É dose!!!
postado por: Claudia Draper 4:56 PM
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Agradecimento
Aos meus poucos leitores, obrigada por me visitarem... Nelson da Praia, Priscilinha, Umamutante, Ovelha, Juninha, Santo de Casa, Rafa e Ana Marília. Muito obrigada!
Mais tarde, com certeza terei outros desabafos, já que sei que vou levar um esporro da coordenadora de projetos hoje :)
PS: Ana Marília, eu vi seu blog sim. Muito bonito, mas você não deixa espaço pra comentários :( Eu ia deixar um. Não tenho email
postado por: Claudia Draper 7:44 AM
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Quinta-feira, Julho 03, 2003
Quarta-feira, Julho 02, 2003
Terça-feira, Julho 01, 2003
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